Podiam ser aulas de culinária, mas ao invés foram dias a aprender as bases práticas dos processos de impressão em papel salgado e albumina.

Numa viagem ao século XIX em que visitamos os processos do Sr Talbot e do Sr Blanquart-Evrard, salgamos, albuminamos, sensibilizamos, fomos mestres do pincel e do secador, imprimimos e lá pelo meio rezamos um pouco para que no final uma imagem se formasse e fixasse. No entanto, sobre a orientação dos nossos formadores, todas as imagens foram um sucesso. 

Dois processos algo trabalhosos mas bastante interessantes no final. Dois processos que nos trazem mais próximos às imagens produzidas. Abraçar a perfeição na imperfeição é essencial para que se retire satisfação do produto final. Mas terminada a trabalhosa preparação, ultrapassada a eminente frustração é difícil não sentir uma enorme satisfação ao ter nas mãos algo único, orgânico e tão unicamente nosso.

Incrivelmente ninguém saiu tatuado com nitrato de prata. Agora é tentar reproduzir estes sucessos e construir sobre eles.

Obrigado Magda e Domingos, foram fantásticos.











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