Mês e meio depois da minha cara metade me ter oferecido a novíssima TOSCA 6x9 finalmente tenho os primeiros resultados. Entre as brincadeiras com a TOSCA, as experiências com Kodak Tri-X 400 a 800 e o regresso do Kodak Xtol fiquei bastante admirado com os resultados.

A TOSCA 6x9, como o nome indica, produz imagens relativamente próximas do formato 6x9, desde que se use a mascara fornecida com a máquina. Tal como as outras versões da TOSCA, ela usa película 120 o que permite 8 fotogramas por rolo. Isto com sorte claro, porque com máquinas estenopeicas, nunca se sabe bem o que vai sair.

Lições aprendidas com este primeiro rolo são:
  1. A TOSCA 6x9 tem um ângulo de visão muito superior ao que esperava (mais sobre isto brevemente), o que a poderá tornar imprópria para a finalidade para a qual a pedinchei. Mas bastante interessante para fotografar os bairros de Lisboa.
  2. Kodak Tri-x puxado a 800 e revelado com Xtol 1+1 durante 11 minutos a 21 graus, produz um contraste bem interessante, mas quando as exposições aumentam para minutos ou horas, fica demasiado.
  3. O novo "desenho" do obturador é à prova de Rui. Não fiquei vez alguma com a lingueta da máquina na mão, o que acontece frequentemente com a TOSCA 6x6 que tenho.
  4. Arranjar um encaixe em L barato, comprar uma caixa de elásticos grossos (iguais ao que são disponibilizados com a TOSCA) e fica muito fácil encaixar a máquina no tripé em orientação de retrato. Demora um bocado a montar, e claro que quem se cruzar convosco vai pensar que são maluqinhos (principalmente se estiverem ao lado de um tipo com uma Grande Formato toda bonitinha), mas resulta lindamente e custa meia dúzia de tostões.









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