Era uma manhã como outra qualquer. Calma e fria, tal como estamos habituados neste Inverno. Os planos eram outros mas ao contemplar o cerrado nevoeiro que banhava a aldeia não sobrou dúvida sobre os próximos passos. A tirania das 9h às 18h impede que se aproveite estas simplicidades da vida, mas neste dia foi diferente.

Armado de Hasselblad e Tripé fiz o meu melhor para encontrar D. Sebastião, mas no final os meus esforços demonstraram-se infrutíferos. Um dos aspectos interessantes que se morar quase no campo é dizer honestamente que sai de casa e vaguei durante duas horas na mata.

Até a cena mais banal é transformada em algo de etéreo e misterioso quando na presença de um nevoeiro cerrado como que se viu neste dia.










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