De longe o melhor para se fazer no Gerês é calçar um bom par de sapatos de caminhada, vestir roupa adequada, encher a mochila com água, algo para comer, um chapéu, uma máquina e uma mão cheia de rolos, escolher um dos muitos trilhos disponíveis e partir para umas horas de caminhada e vistas fantásticas.

No segundo dia no Gerês, depois de um primeiro dia bem cansativo, tínhamos decido fazer um dia de descanso. Algo mais suave, mais carro que caminhada. No entanto, e porque os planos quase nunca resultam, lá fomos convencidos por um local que falou muito apaixonadamente das vistas que um percurso pedestre ali perto proporcionava.

Poucos minutos depois estávamos de mochila às costas e máquina ao ombro e prontos para mais uma aventura.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400




O inicio foi muito fácil, terreno estável, pouca inclinação e muita sombra. Então lá fomos, iludidos que seria um simples passeio. Rapidamente chegamos a um dos pontos que mais gostamos. Um dos topos, onde  a vegetação se torna escassa e a paisagem mais desolada.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400


O Abrigo era algo que não contava encontrar e foi uma agradável surpresa. Simples mas bem-vindo, óptimo para descansar uns minutos, comer qualquer coisa ou servir de bancada para trocar a lente e o rolo. Durante as caminhadas acabamos por encontrar vários abrigos semelhantes, mas nenhum tão isolado quanto este.


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400


A paisagem mais desolada, desprovida de vegetação não durou muito e gradualmente a rocha foi dando lugar à árvore. Começamos então a descida, enquanto que os próprios caminhos se tornavam menos amplos e mais delineados. Sem fim à vista, nos despedimos do topo e fomos ver que mais o Gerês tinha para nos mostrar.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400


Sempre a descer, e passando por autênticos túneis compostos pela copa das árvores, escuros e frios, Quando finalmente saímos estávamos diante de um cenário completamente diferente, Já mais perto do nível da água, mas ainda com um bom bocado até lá, chegamos ao primeiro ponto onde ficamos efectivamente a absorver o Gerês. Durante alguns minutos, esta foi a nossa companhia.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 400


Recompostos, refrescados e prontos para continuar, avançamos a caminho de um dos nossos objectivos, a Geira, também conhecida como a Via Romana. Uma centena metros à frente encontramos a primeira referência à Geira. Infelizmente apontava para um caminho ribanceira abaixo.

Esta foi a primeira, e única vez que consideramos voltar para trás. A descida era efectivamente íngreme e muito pouco convidativa. Mas já que tínhamos ido até ali, não íamos ficar sem conhecer a Via Romana.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 400


Ribanceira abaixo descemos nós, até que chegamos à Geira. Mais um local quase reclamado de volta pela Natureza que um monumento à ingenuidade dos Romanos de outrora. Não deixa de ser um local com um certo charme quase romântico que nos abraça e conduz à melhor vista que tivemos o prazer de contemplar durante a estadia no Gerês.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400


Quando, finalmente chegamos a este ponto, cansados depois de umas horas a caminha por terrenos bem mais difíceis que a calçada lisboeta, fomos presenteados com uma vista absolutamente deslumbrante.

Até uma leve brisa se levantou como se de uma recompensa se tratasse, refrescando-nos e dando algum alento para os kilometros finais.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400


Foram uma horas de caminho, com poucos contratempos e excelentes vistas. Foi verdadeiramente excelente.


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