O Cais de embarque do Seixal terminou a sua operação em 1997, altura em que foi substituído pelo actual.

Mas o novo poucas são as memória que me invoca. Foi nos últimos anos de vida do antigo cais que coincidiram com os meus anos de estudo em Lisboa. Nessa altura não havia grande alternativa em termos de transportes públicos na travessia do Tejo e o cacilheiro do Seixal era essencial na vida de muitos.

Eram outros tempos, tempos em que corríamos para o barco, incentivados pelos marinheiros para saltar para bordo quando este já tinha largado as amarras. Tempos em que se podia fazer a viagem toda do lado de fora. Uns faziam-no para fumar, outros para despertar com a ajuda do ar matinal.

No Inverno era frequente o barco encalhar na saída da Baia do Seixal. Era um incómodo claro, mas com a participação dos passageiros, movimentando-se todos para o mesmo lado da embarcação, era de resolução rápida.

Mas esses tempos já foram, e depois de umas décadas a dar guarida aos barcos e canoas do clube naval cá do sitio, parece que está a chegar o fim definitivo desta pequena estrutura que fez parte do quotidiano de tantos.

Voigtlander Bessa R3a, Voigtlander Color Skopar 21mm f4, Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 1600




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