Recentemente descobri uma nova forma de combater a monotonia, contrariedades, frustrações  e aborrecimentos do dia-a-dia da vida de escritório. Enfiar-me durante umas horas no laboratório de fotografia e ampliar meia dúzia de fotografias.

As minhas visitas ao laboratório é um fenómeno recente, e neste sentido tenho de agradecer ao Paulo Pires por ter partilhado o seu conhecimento e paciência, pois sem aquele primeiro dia, dificilmente me teria aventurado nesta dimensão da fotografia que é a impressão.

Ao contrário da impressão digital, ampliar e imprimir um negativo tem algo de pessoal no processo. Desde a escolha do papel, corte, exposição e revelação tudo irá contribuir para o resultado final. Resultado esse que será, por definição, único. Claro que isso tem vantagens e desvantagens, mas no fim do dia é um processo que produz um objecto único e irreplicável.

Quanto ao processo, dada a minha inexperiência na matéria, não serei a pessoa mais indicada para o explicar. Mas para isso existe o youtube, google ou o Paulo Pires :)

E porquê ampliar? O papel é caro, o processo consome tempo, é preciso um laboratório e material e químicos e coisas e cenas...

Tudo isso é verdade mas tudo se resume a dois aspectos: o processo, o resultado. Por um lado (tentar) controlar todo o processo da produção de imagens desde o momento fotográfico até à produção do objecto imagem é um dos principais motivos que me leva a usar película ao invés do digital. Por outro lado temos a unicidade do resultado. Tudo o que aparece na imagem final aparece porque, conscientemente ou não, quero que lá esteja. Evidente que existem externalidades não controladas mas isso apenas contribui para a unicidade do resultado.

Acima de tudo, ampliar e imprimir as minhas fotografias analógicas por um processo tradicional é algo que me dá gozo fazer. Claro que me sinto frustrado quando não atinjo os resultados pretendidos, mas sempre que consigo uma pequena vitória, a sensação é fantástica. O momento que a imagem aparece é mágico.

De uma forma muito sucinta é isto.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600




Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Nokton 50mm f1.5 | Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 1600

Copyright © Rui Pedro Esteves 2015 Direitos Reservados

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