Mais um dia, mais um passeio ao Ginjal.

Após um passeio, vários de dos de conversa e umas quantas exposições, chegou a altura de trocar de rolo. Lanço a mão à mala e tiro de lá uma embalagem amarela com Kodak em letras vistosas, devidamente acompanhada do 400 que trago quase sempre.

Porreiro, afinal ainda tenho um rolo de Tri-X preto e branco, pensei pois estava a ficar escuro e queria fazer umas experiências a preto e branco. Foi carregar a máquina a luz de lanterna, pois o Sol foi rapidamente.

Depois de colocar a Rolleiflex de volta no tripé, iniciou-se o caminho de retorno e a procura dos locais mais interessantes. Por esta altura já não se via um palmo à frente do nariz, e, mesmo de lanterna, focar era quase missão impossível.

Mas a verdadeira missão impossível era medir a luz com o meu singelo Sekonic L-208. Só mesmo recorrendo à SLR digital do meu companheiro de passeio é que foi possível conseguir alguma medição. Mesmo limitados a 30 segundos, com alguma ginástica lá conseguimos chegar a um valor.

12 exposições, 12 paragens para experimentar longas exposições nocturnas. Foi uma experiência interessante.

Chegando a casa, foi só acabar de enrolar o rolo, retirá-lo da máquina e reparar que afinar, no meio da escuridão e da vontade de experimentar a preto e branco, tinha tirado um Portra 400 e não um Tri-X 400 da mala.

Obrigado Kodak por empacotar os filmes em embalagens praticamente iguais.
Obrigado pela ajuda Fred, sem a tua lanterna, DSLR e ajuda não teria feito as minhas experiências.

Rolleiflex Automat 111a | Zeiss Tessar 75mm f3.5 | Kodak Portra 400
75mm | ISO 400 | 2 minutos e uns trocos

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