Nas ruas de Alfama, por entre os olhares curiosos dos turistas e as desconfianças dos locais.






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Mês e meio depois da minha cara metade me ter oferecido a novíssima TOSCA 6x9 finalmente tenho os primeiros resultados. Entre as brincadeiras com a TOSCA, as experiências com Kodak Tri-X 400 a 800 e o regresso do Kodak Xtol fiquei bastante admirado com os resultados.

A TOSCA 6x9, como o nome indica, produz imagens relativamente próximas do formato 6x9, desde que se use a mascara fornecida com a máquina. Tal como as outras versões da TOSCA, ela usa película 120 o que permite 8 fotogramas por rolo. Isto com sorte claro, porque com máquinas estenopeicas, nunca se sabe bem o que vai sair.

Lições aprendidas com este primeiro rolo são:
  1. A TOSCA 6x9 tem um ângulo de visão muito superior ao que esperava (mais sobre isto brevemente), o que a poderá tornar imprópria para a finalidade para a qual a pedinchei. Mas bastante interessante para fotografar os bairros de Lisboa.
  2. Kodak Tri-x puxado a 800 e revelado com Xtol 1+1 durante 11 minutos a 21 graus, produz um contraste bem interessante, mas quando as exposições aumentam para minutos ou horas, fica demasiado.
  3. O novo "desenho" do obturador é à prova de Rui. Não fiquei vez alguma com a lingueta da máquina na mão, o que acontece frequentemente com a TOSCA 6x6 que tenho.
  4. Arranjar um encaixe em L barato, comprar uma caixa de elásticos grossos (iguais ao que são disponibilizados com a TOSCA) e fica muito fácil encaixar a máquina no tripé em orientação de retrato. Demora um bocado a montar, e claro que quem se cruzar convosco vai pensar que são maluqinhos (principalmente se estiverem ao lado de um tipo com uma Grande Formato toda bonitinha), mas resulta lindamente e custa meia dúzia de tostões.







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Uma chamada, meia dúzia de palavras e estava tudo decidido. No dia seguinte, com o despertador a horas indignas, abandonamos a capital para um dia de passeio, descomprometido e sem grandes preocupações.

Umas horas de deambulações por zonas históricas, deboche culinário, e uma lição em não deixes para depois o que está óptimo para fotografar agora, porque ainda levas com chuva depois, foi altura de retornar.

Foi um bom dia.

Amor i vinho para todos.










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Alfa Pendular Porto - Lisboa, depois do por-do-sol, carruagens quase desertas.












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Era uma manhã como outra qualquer. Calma e fria, tal como estamos habituados neste Inverno. Os planos eram outros mas ao contemplar o cerrado nevoeiro que banhava a aldeia não sobrou dúvida sobre os próximos passos. A tirania das 9h às 18h impede que se aproveite estas simplicidades da vida, mas neste dia foi diferente.

Armado de Hasselblad e Tripé fiz o meu melhor para encontrar D. Sebastião, mas no final os meus esforços demonstraram-se infrutíferos. Um dos aspectos interessantes que se morar quase no campo é dizer honestamente que sai de casa e vaguei durante duas horas na mata.

Até a cena mais banal é transformada em algo de etéreo e misterioso quando na presença de um nevoeiro cerrado como que se viu neste dia.










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O ano começa tal como acabou o anterior, com experiências com o tempo.










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E assim termina mais uma revolução à volta do Sol, e a título pessoal, estes últimos 366 dias foram dos mais estranhos da última década.

Para trás ficam duas fantásticas viagens, à Escócia e à República Checa, o inesperado convite da Imagerie para participar na TOSCAzine #3 e a minha primeira participação numa exposição colectiva de fotografia. Preparado para 2017 fica um espaço para ampliações e impressões. Agora é praticar a arte da impressão.


Hasselblad 500 CM | Carl Zeiss Planar C 80mm F2.8 T* | Kodak Tri-x 400
80mm | ISO 400
Pyrocat HD 1+1+100 | 2 inversões a cada 4 minutos | 14 minutos a 21ºC


No ramo profissional 2016 é o ano em que terminei o vinculo de quase 10 anos que tinha com o actual empregador. Ficam as saudades das pessoas e as memórias dos projectos implementados ao longo dos ano. No entanto chegou a altura de seguir em frente. Venham os próximos desafios.


Hasselblad 500 CM | Carl Zeiss Planar C 80mm F2.8 T* | Kodak Tri-x 400
80mm | ISO 400
Pyrocat HD 1+1+100 | 2 inversões a cada 4 minutos | 14 minutos a 21ºC


O novo ano será o ano das mudanças. Emprego novo, projectos pessoais novos, e até o Barba ao Vento ganhou uma nova cara. Potencial é algo que não falta a este 2017.

Despeço-me deste ano com os votos de um fantásticos e exemplar ano de 2017 para todos.


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O Estuário do Tejo, embora próximo de Lisboa, é um local que desconhecia, e em boa verdade ainda desconheço. Com isto em mente decidi fazer-lhe uma visita.

Existem vários pontos de acesso ao Estuário do Tejo, apontei para o mais próximo e lá fui. Hora e meia depois estava-me a deparar com o principal problema da minha visita, falta de planeamento. Ao chegar verifiquei que para que o Estuário possa ser visitado é necessário um registo prévio na Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira.

Como não tínha feito o registo, não tínha cartão de acesso aos portões exteriores. E sem cartão não se consegue visitar livremente o Estuário. A última porta antes de se chegar a Vila Franca de Xira, estava aberta, mas vai dar ao ponto da EVOA que cobra 12€ por visita ao Estuário. Como já cheguei perto da hora de fecho acabei por não explorar o local.

Mesmo assim passei pelos caminhos internos do Estuário que já mostraram uns ares da sua glória.

Para mais informação sobre visitas ao Estuário do Tejo consulte o site do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.


Hasselblad 500 CM | Carl Zeiss Sonar CF 150mm F4 T* | Rollei 80s
150mm | ISO 75
Pyrocat HD 1+1+100 | 2 inversões a cada 4 minutos | 13:30 minutos a 20ºC

Volta e meia recebo este olhar.

O olhar que nos deixa saber que estamos a ser observados.
O olhar que se sabe que estamos a preparar alguma, mesmo que nós não saibamos que estamos.
O olhar que lê o que somos e o que queremos.
O olhar que não julga e não prende. O olhar que se faz notar.
O olhar quase autoritário.
O olhar de esposa.


Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400

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Fazem-se umas fotografias.

É uma boa forma de fazer passar o tempo, principalmente se estivermos entediados e presos numa espera interminável.

Voigtlander Bessa R3a | Voigtlander Color Skopar 21mm f4 | Kodak Tri-x 400
21mm | ISO 400

Encontram-se as coisas mais estranhas ao percorrer as estradas secundárias fora das grandes cidades. Esta carcaça está perdida algures na periferia de Lisboa. Simplesmente a apodrecer, como se tivesse sido esquecida, descartada por se ter tornada obsoleta.

Voigtlander Bessa R3a, Voigtlander Nokton 50mm f1.5, Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 400

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Isto dos cadeados por tudo o que é gradeamento é uma praga que parece não ter fim. Mais um hábito importado por quem não tem um pensamento original. Ainda outro estrangeirismo vago e desprovido de significado que adoptamos porque vem do estrangeiro, e como sabemos, o que é estrangeiro é sempre melhor.

Mas independentemente da nossa necessidade de ignorar a nossa identidade e adoptar o que vem de fora só porque é diferente, estas coisas são muito fotogénicas.

Voigtlander Bessa R3a, Voigtlander Nokton 50mm f1.5, Kodak Tri-x 400
50mm | ISO 400

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