Que contes muitos e bons.


Tem sido assim nos últimos tempos, e no caso desta tarde de Verão antecipado, literalmente.

Valem as companhias, que nos elevam o dia.



História mais antiga de sempre:
- Rapaz conhece rapariga
- Rapaz apaixona-se pela rapariga
- Ambos convencem os amigos a pintar a casa da avó da rapariga



Estou sem palavras para partilhar.






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Podiam ser aulas de culinária, mas ao invés foram dias a aprender as bases práticas dos processos de impressão em papel salgado e albumina.

Numa viagem ao século XIX em que visitamos os processos do Sr Talbot e do Sr Blanquart-Evrard, salgamos, albuminamos, sensibilizamos, fomos mestres do pincel e do secador, imprimimos e lá pelo meio rezamos um pouco para que no final uma imagem se formasse e fixasse. No entanto, sobre a orientação dos nossos formadores, todas as imagens foram um sucesso. 

Dois processos algo trabalhosos mas bastante interessantes no final. Dois processos que nos trazem mais próximos às imagens produzidas. Abraçar a perfeição na imperfeição é essencial para que se retire satisfação do produto final. Mas terminada a trabalhosa preparação, ultrapassada a eminente frustração é difícil não sentir uma enorme satisfação ao ter nas mãos algo único, orgânico e tão unicamente nosso.

Incrivelmente ninguém saiu tatuado com nitrato de prata. Agora é tentar reproduzir estes sucessos e construir sobre eles.

Obrigado Magda e Domingos, foram fantásticos.


Mais uma tarde passada em boa companhia, algures entre a Golegã e a Almeirim, com direito a passagem na Chamusca. Uns momentos de descontracção depois de visitada a Casa-Estúdio de Carlos Relvas.

Uma última tarde bucólica antes da chegada do Inverno. Imagens perdidas no caos caseiro e recuperadas por acidente. 



Nas ruas de Alfama, por entre os olhares curiosos dos turistas e as desconfianças dos locais.






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Mês e meio depois da minha cara metade me ter oferecido a novíssima TOSCA 6x9 finalmente tenho os primeiros resultados. Entre as brincadeiras com a TOSCA, as experiências com Kodak Tri-X 400 a 800 e o regresso do Kodak Xtol fiquei bastante admirado com os resultados.

A TOSCA 6x9, como o nome indica, produz imagens relativamente próximas do formato 6x9, desde que se use a mascara fornecida com a máquina. Tal como as outras versões da TOSCA, ela usa película 120 o que permite 8 fotogramas por rolo. Isto com sorte claro, porque com máquinas estenopeicas, nunca se sabe bem o que vai sair.

Lições aprendidas com este primeiro rolo são:
  1. A TOSCA 6x9 tem um ângulo de visão muito superior ao que esperava (mais sobre isto brevemente), o que a poderá tornar imprópria para a finalidade para a qual a pedinchei. Mas bastante interessante para fotografar os bairros de Lisboa.
  2. Kodak Tri-x puxado a 800 e revelado com Xtol 1+1 durante 11 minutos a 21 graus, produz um contraste bem interessante, mas quando as exposições aumentam para minutos ou horas, fica demasiado.
  3. O novo "desenho" do obturador é à prova de Rui. Não fiquei vez alguma com a lingueta da máquina na mão, o que acontece frequentemente com a TOSCA 6x6 que tenho.
  4. Arranjar um encaixe em L barato, comprar uma caixa de elásticos grossos (iguais ao que são disponibilizados com a TOSCA) e fica muito fácil encaixar a máquina no tripé em orientação de retrato. Demora um bocado a montar, e claro que quem se cruzar convosco vai pensar que são maluqinhos (principalmente se estiverem ao lado de um tipo com uma Grande Formato toda bonitinha), mas resulta lindamente e custa meia dúzia de tostões.



Uma chamada, meia dúzia de palavras e estava tudo decidido. No dia seguinte, com o despertador a horas indignas, abandonamos a capital para um dia de passeio, descomprometido e sem grandes preocupações.

Umas horas de deambulações por zonas históricas, deboche culinário, e uma lição em não deixes para depois o que está óptimo para fotografar agora, porque ainda levas com chuva depois, foi altura de retornar.

Foi um bom dia.

Amor i vinho para todos.



Alfa Pendular Porto - Lisboa, depois do por-do-sol, carruagens quase desertas.


Era uma manhã como outra qualquer. Calma e fria, tal como estamos habituados neste Inverno. Os planos eram outros mas ao contemplar o cerrado nevoeiro que banhava a aldeia não sobrou dúvida sobre os próximos passos. A tirania das 9h às 18h impede que se aproveite estas simplicidades da vida, mas neste dia foi diferente.

Armado de Hasselblad e Tripé fiz o meu melhor para encontrar D. Sebastião, mas no final os meus esforços demonstraram-se infrutíferos. Um dos aspectos interessantes que se morar quase no campo é dizer honestamente que sai de casa e vaguei durante duas horas na mata.

Até a cena mais banal é transformada em algo de etéreo e misterioso quando na presença de um nevoeiro cerrado como que se viu neste dia.










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O ano começa tal como acabou o anterior, com experiências com o tempo.










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